terça-feira, 4 de abril de 2017








 

sábado, 11 de março de 2017




Passeata pelas margens do Rio Ave, rio que sempre esteve e estará ligado á minha realidade e existência.
Banhando a minha aldeia, por aqui vivi momentos intensos de alegria, camaradagem e felicidade. E é aqui que sempre volto, não movido por um qualquer tipo de saudosismo, mas sempre em busca de algo de novo.
Gosto de acompanhar as suas margens como se ao lado de um velho amigo caminhasse, enquanto escuto o murmúrio do correr das sua águas, numa espécie de conversa sem fim.
Infelizmente são essas mesmas águas que inocentemente correm para a morte alguns quilómetros a jusante, morte essa infligida pela cobiça e estupidez desastrosa do ser humano.
Mas por aqui... Por aqui ainda há vida, muita vida!

(Fotografias obtidas através de smartphone)











 

segunda-feira, 6 de março de 2017




Visita á região barrosã para uma jornada inesquecível que tinha como principal objectivo alcançar o Alto do Rochão (1.401m), subindo pelo fabuloso vale do Ribeiro de Rio Mau.
O vale do Ribeiro de Rio Mau é uma das pérolas do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG)! Muitas vezes esquecido, outras tantas ignorado, este extenso vale está coberto por um imenso carvalhal. São carvalhos por todo o lado, com uma pujança inacreditável e cobrindo uma vasta área, o que faz dela a maior mancha florestal do PNPG, rivalizando sem medo com uma Mata da Albergaria por exemplo, com a particularidade de ser composta apenas por espécies autóctones.
Um pulmão num PNPG cada vez mais queimado e desertificado e a prova viva daquilo que outrora foi grande parte do nosso território. Está lá para quem o quiser descobrir!
Aliás, não é de todo inocente a sua inclusão dentro dos limites do próprio PNPG, apesar daquele território ser mais barrosão do que outra coisa qualquer.
A demanda levou-nos a cruzar carvalheiras idílicas, linhas de água, lameiros, levadas, caminhos lajeados há muito esquecidos mas com muitas histórias para contar e cumeadas raianas com marcos fronteiriços ancestrais de beleza ímpar.
Depois de alcançado o Rochão, o regresso foi feito pela vertente oposta do maciço com direito a subida ao Alto de Frades (1.175m) e vistas fabulosas para o Vale do Alto Cávado, chegando ainda a tempo de assistir a um belo pôr-do-sol.
Um dia cheio!